quinta-feira, 21 de julho de 2011

The Most Popcorn - Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2

Salve camaradagem da internet, aqui é o Levy Bianchi e eu estou inaugurando a coluna "The Most Popcorn". Aqui falaremos de filmes superestimados ou subestimados pelo público em geral, dando nossas opiniões e dizendo se esses filmes, de fato, são ou não o que a grande massa diz. E pra começar, nada melhor que o último filme da franquia Harry Potter, não é mesmo? Afinal, estamos falando da maior saga da história do cinema e uma das maiores febres cinematográficas.


Bem, não dá pra falar de Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2 sem dar uma pincelada na saga inteira. A febre começou em 2001 com o lançamento do filme Harry Potter e a Pedra Filosofal, baseado no livro de J. K. Rowling, que mostrava a história de um menino órfão que vivia com os tios e que descobre ser um bruxo. A série de livros evoluiu com o tempo, e a cada lançamento o clima denso e sombrio ia aumentando, e sendo assim o público alvo ia mudando de faixa-etária. O mesmo ocorreu com os filmes, e as crianças de outrora que se encantavam ao ver jovens bruxos atravessando uma plataforma de estação de trem, hoje se preparam para se despedir de personagens queridos e lidar com a batalha épica que colocará em jogo a vida de Harry e seus companheiros.

Foram 10 anos acompanhando a história e crescendo junto com os personagens principais. E claro, uma geração inteira aprendeu a amar (ou não) o jovem bruxo. Para os fãs mais árduos, o fim da saga é um evento triste e emocionante que marcará suas vidas. Não é o meu caso. Me considero um apreciador dos filmes (não li os livros) e este último capítulo me causou grande impacto. Mas o fim foi realmente digno? Eu diria que sim. Alcançou minhas expectativas e cumpriu bem seu dever. Mas trata-se de uma franquia montanhosa, com altos e baixos durante todo o percurso.



No filme, Harry e seus amigos precisam destruir as horcruxes restantes para assim tornar Lorde Voldemort mortal e então matá-lo. A história já não é novidade para ninguém. David Yates, que entrou para dirigir o quinto filme (Harry Potter e a Ordem da Fênix) e permaneceu até o último, mostrou ser o diretor mais competente que passou pela franquia. Apesar de também apreciar bastante o trabalho de Alfonso Cuarón em Harry Potter e O Prisioneiro de Azkaban, Yates conseguiu com maestria levar a história para o ápice de sua maturidade.

Desde o início, o elenco coadjuvante contou com nomes de talento. Já o trio principal Daniel Radcliffe, Rupert Grint e Emma Watson (respectivamente Harry, Ron e Hermione) nunca conseguiram acompanhar o trabalho de seus colegas. Radcliffe chega a ser vergonhoso em vários momentos que pediam apelo dramático e ele mal conseguia expressar emoção. Felizmente o ator foi evoluindo, alcançando sua melhor forma em Relíquias Parte 2. Nada de exuberante, mas um trabalho competente. Grint e Watson, sempre um passo à frente ao protagonista, assim se mantiveram na conclusão da saga. Mas o destaque deste último filme vai para Alan Rickman e seu excelente Severo Snape. Confesso que grande parte da minha euforia ao sair do cinema foi devido à belíssima atuação do ator. E também, claro, ao rumo que o personagem toma, se tornando um dos mais incríveis de todos os filmes.

Neville Longbottom (primeiro à esquerda) ganhou o Selo Texugo de Aprovação no filme

Como todo mundo já devia esperar, morte é o que não falta no filme. Então, meu amigo, não ache que tal personagem não sucumbirá só por ser querido entre as pessoas. Mas não espere muitas cerimônias de consolação. Alguns casos são mostrados em segundos e qualquer desvio de atenção pode ser significante. Outra coisa: o que se espera da reação das pessoas após a destruição do mal que as ameaçava por anos? Ovações, abraços ou qualquer confraternização do gênero, lógico. Mas parece que o pessoal de Hogwarts consegue segurar bem as emoções para, depois da maior batalha de suas vidas, sentarem para continuar aquela conversa que fora interrompida com a chegada de Voldemort e os Comensais da Morte.

Mesmo com defeitos, o filme é magnífico. O melhor da franquia, ouso dizer. Cumpriu nada mais que seu papel de concluir a história de maneira épica e emocionante, para assim darmos adeus, já com saudades, ao Harry e toda a turma. Será lembrada como a maior saga da história do cinema até então, seu maior mérito dentro da indústria cinematográfica. Há quem diga que Harry Potter põe Star Wars e O Senhor dos Anéis no chinelo, mas eu prefiro não entrar nesse assunto. Senhor dos Anéis é irretocável do começo ao fim. E Star Wars... Bem, a frase "Luke, eu sou seu pai" não permanece como uma das mais clássicas referências culturais de entretenimento à toa.